Trabalho realizado no âmbito da disciplina de História e Geografia de PortugalThis book was created and published on StoryJumper™
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Há 40 anos, na madrugada do dia 25 de Abril de
1974, deu-se uma revolução que derrubou a
ditadura que havia em Portugal. Foi uma
revolução histórica para Portugal porque a vida
dos Portugueses mudou completamente desde
então. E foi uma revolução histórica para o Mundo
porque foi uma das poucas revoluções em que
quase não houve derramamento de sangue. Ficou
conhecida pela Revolução dos Cravos. A minha
avó Matilde tinha 29 anos quando aconteceu o 25
de Abril e vivia em Moçambique desde Maio de
1971.

Raquel - Avó Matilde, onde estavas quando se deu
o 25 de Abril?
Avó Matilde – Estava em Moçambique, onde vivia e
trabalhava.
Raquel – Porque foste viver para Moçambique?
Avó Matilde – Fui viver para Moçambique em 1971
porque os meus pais estavam lá (o meu pai era
professor na Universidade de Lourenço Marques,
atual Maputo) e porque o avô Jorge tinha sido
chamado para a tropa e pensava-se que ele
poderia fazer o serviço militar em Moçambique.
Assim, ficaríamos todos juntos.

Raquel – Em Moçambique também havia um
sentimento de insatisfação?
Avó Matilde – Sim, pouco antes do 25 de Abril a
insatisfação em Moçambique era muita porque a
Guerra Colonial tinha começado no Norte e estava
a atingir uma parte cada vez maior do território e a
aproximar-se da capital, que fica no sul.
Raquel – Achavas que ia acontecer uma coisa
assim?
Avó Matilde – Sim, todos sabíamos que o regime ia
ter de mudar, mas não sabíamos como, claro.


Raquel – Como soubeste que tinha acontecido o 25
de Abril?
Avó Matilde – Eu soube quando cheguei de manhã
ao trabalho. Soubemos que tinha acontecido um
golpe militar, mas até pensámos que era um golpe
levado a cabo pelo general Kaulza de Arriaga, um
militar de extrema direita que já tinha planeado
um golpe miltar. Só à noite, quando consegui
sintonizar a Emissora Nacional Portuguesa é que
comecei a ouvir canções do Zeca Afonso e os
comunicados do MFA e tivemos uma ideia do que
tinha acontecido. Oficialmente, só se soube do 25
de Abril no dia seguinte.


Raquel – Como se sentiram as pessoas que viviam
em Moçambique?
Avó Matilde – Algumas pessoas ficaram receosas
porque tinham muitos interesses em Moçambique e
previram que ia haver um processo de
descolonização que as preocupava. Outras ficaram
contentes e os moçambicanos ficaram muito
esperançosos porque souberam que a guerra ia
acabar e Moçambique ia ser um país independente.
Raquel – E tu, ficaste contente?
Avó Matilde – Sim, eu fiquei muito contente.

Raquel – O que aconteceu depois em Moçambique?
Avó Matilde – Depois, em Moçambique, decorreram
tempos muito confusos. Houve um grupo de
pessoas que tentou tomar o poder para impedir o
processo de descolonização. No dia 7 de Setembro
de 1974, um grupo de pessoas assaltou o Rádio
Clube de Moçambique, na tentativa de impedir a
promulgação dos Acordos de Lusaka (em que
Portugal reconhecia a soberania do povo
moçambicano). Foram dias muito difíceis porque
houve ataques aos bairros dos negros e depois os
negros atacaram os bairros dos brancos. Houve
uns grandes incêndios porque atearam fogo aos
depósitos da Petrogal.
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